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quarta-feira, 16 de março de 2011

Holcim Awards – prazo extra para concluir as inscrições

As inscrições para o 3º Ciclo do Holcim Awards terminam na próxima semana, dia 23 de março. A novidade é que quem se inscrever até essa data tem mais uma semana para terminar de completar seus dados. Isso porque o processo leva em conta várias etapas e a maioria dos concorrentes finaliza a ficha de inscrição nos últimos dias do prazo. Então, quem tiver concluído os passos 1 e 2 até o dia 23 tem até 30 de março para terminar as outras etapas do processo. Dessa forma é possível que todos os interessados concluam as suas inscrições sem o risco de congestionar o acesso ao site da Holcim Foundation, organização responsável pelo prêmio.

Os projetos concorrentes devem ser apresentados em língua inglesa – idioma oficial da premiação - e o controle das etapas da inscrição é feito por meio do código de acesso (ID) individual que cada candidato recebe. Mais informações acesse: www.holcimawards.org

Holcim Awards

Criado pela Holcim Foundation for Sustainable Construction, o Holcim Awards é considerado o maior prêmio de estímulo à construção sustentável do mundo e tem como objetivo reconhecer projetos que reúnam inovação, eficiência e visão de futuro para este segmento. O concurso é dividido em duas fases: regional e global. A primeira etapa é realizada em cinco regiões: Europa, América do Norte, América Latina, África&Oriente Médio e Ásia&Pacífico.

No total, o Holcim Awards irá distribuir US$ 2 milhões em prêmios para os melhores projetos em construção sustentável. Cada uma das cinco regiões distribuirá US$ 300 mil, sendo divididos em: US$ 100 mil para a categoria Ouro, US$ 50 mil para a categoria Prata, US$ 25 mil para a categoria Bronze além dos US$ 50 mil para a categoria Next Generation. As regionais poderão apontar 4 projetos para receber Prêmios de Reconhecimento, concedidos pelo júri, totalizando até US$ 75 mil.

Na fase global, os projetos que forem premiados com Ouro, Prata e Bronze, de cada região, serão submetidos a um júri mundial. Os vencedores desta etapa receberão um total de US$ 350 mil, sendo US$ 200 mil para o prêmio Ouro; US$ 100 mil para o prêmio Prata; US$ 50 mil para o prêmio Bronze.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Cortes no Minha Casa não devem afetar construção civil

Brasília e Rio - Representantes do setor da construção civil afirmaram ontem que o corte de R$ 5,1 bilhões no orçamento do programa Minha Casa Minha Vida, anunciado pela equipe econômica, não é preocupante. Segundo o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), Paulo Simão, o montante que foi reduzido será compensado pelos restos a pagar de anos anteriores (despesas comprometidas em um ano mas pagas no seguinte), em torno de R$ 6 bilhões.

Nos cálculos do governo, os restos a pagar de 2010 do programa são ainda maiores, de R$ 9,5 bilhões, segundo nota conjunta divulgada ontem pelos ministérios do Planejamento e das Cidades. Ou seja: o poder do Minha Casa para turbinar a economia em 2011 está intacto.

Diante da repercussão da tesourada no Minha Casa Minha Vida — que faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) — o governo afirmou a representantes do setor anteontem que a meta de contratar dois milhões de moradias até 2014 está mantida. O Ministério do Planejamento explicou que o que está reservado no orçamento com restos a pagar vai suprir os desembolsos nos primeiros meses de 2011.

O corte foi bem recebido pelo mercado financeiro. A construção civil é um dos setores mais aquecidos da economia e que sofre problemas de falta de mão de obra e de capacidade produtiva. Os fabricantes de louças sanitárias, por exemplo, não estariam dando conta da demanda e, segundo o BNDES, isso tem levado a um aumento de preços e até a importação desses itens.

Da Agência O Globo

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Novo relógio de luz ajuda a economizar

Fonte: Rede Globo - Jornal Hoje - 17.02.2011

Brasil - Novo medidor de luz ajuda o consumidor a economizar energia elétrica. A ideia é trocar os medidores de todo o país por esse equipamento que permite um controle maior dos gastos. Atualmente, o consumo é medido uma vez por mês. Mas, aos poucos, os relógios tradicionais de medição serão trocados por modelos inteligentes. "Como esse medidor é conectado com a concessionária, os consumidores têm informação em tempo real sobre o seu consumo", explica o diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), André Pepitone da Nóbrega.

Serão duas peças: o medidor e uma caixa, que permite a visualização dos dados de consumo. O coordenador executivo de Redes Inteligentes Light-Cemig, Fábio Toledo, demonstrou que três sinais, nas cores vermelha, amarela e verde, indicam alto, médio e baixo consumo, respectivamente. Toledo explica que alguns aparelhos, como o microondas, consomem muita energia elétrica, e podem rapidamente alterar o sinal verde para o vermelho.

O sistema também pode mostrar o consumo em reais. Sem o microondas, o consumo fica em R$ 0,16, enquanto com o uso do equipamento, o gasto passa para R$ 0,60. Depois de três dias, o aparelho começa a mostrar o consumo médio e o provável custo da energia consumida no fim do mês, segundo o especialista. Isto ajuda o consumidor a alterar seus hábitos de consumo para reduzir custos.

Com o medidor, a Aneel pretende estabelecer, pelo menos, três tarifas diferentes ao longo do dia. A tarifa cheia ficaria apenas para o horário de pico no país, e as outras duas viriam com desconto. O horário de pico das 19h às 22h, tarifa com maior desconto iria das 22h às 16h e a com desconto menor iria das 16h às 19h, parecido com o que ocorre na telefonia. Isto permitirá também a conta de luz pré-paga, também nos mesmos moldes do telefone. As cidades do Rio de Janeiro(RJ) e Sete Lagoas (MG) devem começar a testar o sistema ainda neste ano

Investimento de 2% do PIB mundial em um novo modelo econômico pode combater a pobreza e gerar um crescimento mais verde e eficiente


Novo relatório do PNUMA destaca Políticas Públicas Sustentáveis e Trajetória de Investimento Rumo à Rio +20

De acordo com o relatório lançado hoje pelo PNUMA, investir dois por cento do PIB mundial em dez setores estratégicos pode ser o pontapé inicial para a transição rumo à uma Economia Verde de baixo carbono e eficiência de recursos.

Apoiada por políticas nacionais e internacionais inovadoras, a soma, que atualmente correspondente a cerca de 1,3 trilhão de dólares por ano, fomentaria o crescimento da economia global a níveis provavelmente superiores aos dos atuais modelos econômicos.

O relatório sugere um modelo econômico que evitaria riscos, choques, escassez e crises cada vez mais inerentes na atual economia de alta emissão de carbono. Sendo assim, contesta os mitos de que investimentos ambientais vão contra o crescimento econômico, trazendo à tona a má alocação de capital.

O relatório mostra a Economia Verde como um tema relevante não apenas para as economias mais desenvolvidas, mas também como um catalisador-chave para o crescimento e erradicação da pobreza nas economias em desenvolvimento, nas quais, em alguns casos, cerca de 90% do PIB está ligado à natureza ou a recursos naturais tais como a água potável.

O relatório traz como exemplo resultados de políticas que redirecionam cerca de 1,3 trilhão de dólares por ano em investimentos verdes e por meio de dez setores estratégicos, o equivalente a aproximadamente 2% do PIB mundial. Em termos comparativos, esse montante equivale a 10% do investimento total anual em capital físico.

Atualmente, o mundo gasta entre 1% e 2% do PIB global em uma série de subsídios que, geralmente, prolongam a insustentabilidade do uso de recursos tais como combustíveis fósseis, agricultura, água e pesca.

Grande parte dessas ações contribui para intensificar os danos ambientais e ampliar a ineficiência na economia global. Diminuí-las ou eliminá-las poderia gerar múltiplos benefícios no processo de liberação de recursos para financiar uma transição rumo à Economia Verde.

Renda e emprego

Enquanto a transição global para a Economia Verde contribuiria para o desenvolvimento e para o aumento da renda per capita refletida nos atuais modelos econômicos, ela fomentaria, também, a redução da pegada ecológica em 50% até 2050.

O relatório Economia Verde afirma que, a curto prazo, a queda dos níveis de emprego em alguns setores como o da pesca será inevitável caso não ocorra a transição rumo à sustentabilidade.

O investimento, em alguns casos financiado pelo corte de subsídios nocivos, terá de se readaptar a alguns setores de força de trabalho global para assegurar uma transição justa e socialmente aceitável.

O relatório defende que, ao longo do tempo, o número de empregos "novos e decentes criados" - que vão desde o setor de energia renovável até o de agricultura sustentável – compensarão aqueles perdidos na antiga economia de alto carbono.

Ainda segundo o relatório, um investimento anual de cerca de 1,25% do PIB mundial em eficiência energética e energias renováveis poderia reduzir a demanda global por energia primária em 9% em 2020 e em 40% até 2050.

A economia de capital e de gastos com combustível na geração de energia, sob o cenário da Economia Verde, seria de 760 bilhões de dólares entre os anos de 2020 e 2050.

O relatório, intitulado Rumo a uma Economia Verde: Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável e a Erradicação da Pobreza, também destaca as enormes oportunidades para desacoplar a geração de resíduos do crescimento do PIB, incluindo, em seu lugar, ações de recuperação e reciclagem.

  • Por intermédio de uma política de Responsabilidade Prolongada do Produtor, a República da Coreia implementou uma regulamentação sobre produtos, que vão das baterias e dos pneus até às embalagens de vidro e papel, originando um crescimento de 14% nas taxas de reciclagem e um benefício econômico de 1,6 bilhões de dólares.

  • No Brasil, a reciclagem já gera retornos de 2 bilhões de dólares por ano, ao mesmo tempo que evita a emissão de 10 milhões de toneladas de gases de efeito estufa; aqui, uma economia de reciclagem plena valeria 0,3% do PIB.

O relatório, compilado pelo Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUMA), em colaboração com economistas e especialistas de todo o mundo, tem como um dos seus objetivos a promoção e defesa dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio da ONU – que vão da redução pela metade das pessoas com fome à redução pela metade das pessoas sem acesso a água potável.

Outra meta abrangente é a diminuição das emissões de gases de efeito estufa para níveis muito mais seguros, de 450 partes por milhão até 2050.

As conclusões foram apresentadas hoje aos ministros do meio ambiente de mais de 100 países, na abertura do Fórum Global de Ministros do Meio Ambiente/Conselho de Administração do PNUMA.

O relatório, que compõe um estudo macroeconômico publicado online, visa a acelerar o desenvolvimento sustentável e integra a contribuição do PNUMA para as preparações para a conferência Rio+20 que se realizará no próximo ano no Brasil.

O relatório completo está disponível online a partir de hoje para comentários e para que países enviem novos exemplos de Economia Verde. A equipe da Iniciativa Economia Verde do PNUMA planeja apresentar o relatório em capitais de todo o mundo ao longo dos próximos meses.

A iniciativa pretende, ainda, identificar em primeira mão a melhor forma de ajudar os países e comunidades a iniciarem a transição para uma Economia Verde no contexto das suas circunstâncias nacionais.

Achim Steiner, Subsecretário Geral da ONU e Diretor Executivo do PNUMA, disse: “O mundo está de novo a Caminho do Rio, mas em um planeta muito diferente daquele da Cúpula da Terra que se realizou no Rio de Janeiro em 1992.”

“A Rio 2012 surge em um contexto de rápida redução de recursos naturais e de alterações ambientais aceleradas – desde a perda de recifes de coral e florestas à crescente escassez de terra produtiva; desde a necessidade urgente de fornecer alimento e combustível às economias até os prováveis impactos das alterações climáticas descontroladas”, acrescentou.

“A Economia Verde, conforme documentado e ilustrado no relatório do PNUMA, proporciona uma avaliação centrada e pragmática de como os países, as comunidades e as empresas iniciaram uma transição para um padrão mais sustentável de consumo e produção. Está arraigada nos princípios de sustentabilidade acordados no Rio de Janeiro em 1992, ao mesmo tempo que reconhece que os sinais fundamentais que impelem as nossas economias devem evoluir em termos de políticas públicas e respostas dos mercados”, disse.

“Devemos avançar para além das polarizações do passado, entre desenvolvimento e meio ambiente, entre Estado e mercado e entre norte e sul”, declarou o senhor Steiner.

“Com 2,5 bilhões de pessoas vivendo com menos de dois dólares por dia e com um aumento populacional superior a dois bilhões de pessoas até 2050, é evidente que devemos continuar a desenvolver e a fazer crescer as nossas economias. No entanto, esse desenvolvimento não pode acontecer à custa dos próprios sistemas de apoio à vida na terra, dos oceanos e da atmosfera que sustentam as nossas economias e, por conseguinte, as vidas de todos nós”, acrescentou.

“Economia Verde é uma resposta à questão de como manter a pegada ecológica da humanidade dentro dos limites do planeta. Visa a relacionar as demandas ambientais para a mudança de rumo aos resultados econômicos e sociais – em particular, o desenvolvimento econômico, o emprego e a igualdade”, disse o senhor Steiner.

Pavan Sukhdev, Economista Sênior do Deutsche Bank e Diretor da Iniciativa Economia Verde do PNUMA, disse: “Os governos têm um papel central na mudança das leis e das políticas e no investimento de bens públicos para possibilitar a transição. Ao fazê-lo, podem também desbloquear os bilhões de dólares do capital privado em benefício de uma Economia Verde.”

“A aplicação inadequada de capital está no centro dos atuais dilemas do mundo e há medidas rápidas que podem ser tomadas, começando, literalmente, hoje – desde a diminuição e eliminação dos mais de 600 bilhões de dólares de subsídios globais para combustíveis fósseis ao reencaminhamento dos mais de 20 bilhões de dólares de subsídios inadequadamente atribuídos a entidades envolvidas em atividades de pesca insustentável”, disse.

“Uma Economia Verde não visa a sufocar o crescimento e a prosperidade, mas sim a restabelecer a ligação com a verdadeira riqueza, reinvestir ao invés de simplesmente explorar o capital natural e beneficiar muitos em lugar de poucos. Visa também a uma economia global que reconheça a responsabilidade intergeracional das nações para deixar um planeta saudável, funcional e produtivo aos jovens de hoje e aos que estão para nascer”, acrescentou o senhor Sukhdev.

Notas aos editores:

Conclusões Principais e Alguns Setores-Chave

O PNUMA define como economia verde “aquela que resulta na melhoria do bem-estar humano e da igualdade social, ao mesmo tempo que reduz significativamente os riscos ambientais e as carências ecológicas”.

Uma grande parte dessa transição envolve políticas e investimentos que desassociam o crescimento do atual consumo intensivo de materiais e energia.

Embora tenha havido alguma desassociação nos últimos 30 anos, os resultados têm sido modestos demais para colocar o planeta em uma rota sustentável e para conservar recursos finitos.

Papel Político dos Governos

Políticas públicas inovadoras e criativas serão vitais para gerar condições facilitadoras que, por sua vez, podem desbloquear os mercados e guiar os investimentos do setor privado no sentido de uma transição para a economia verde.

Entre elas, incluem-se:

  • Quadros normativos sólidos, priorização de despesas e aprovisionamento do Estado em áreas que estimulem setores da economia verde e limitem despesas que provoquem perdas de capital natural.

  • Tributação e mecanismos inteligentes de mercado que alterem os padrões de despesa dos consumidores e promovam a inovação verde.

  • Investimentos públicos em reforço e formação de capacidades, paralelamente a um fortalecimento da administração internacional.

As políticas públicas também podem assegurar que os benefícios de um setor mais ecológico desencadeiem benefícios de sustentabilidade mais amplos em outros setores.

  • Em geral, o relatório sugere que a maior fatia dos propostos 2% do PIB global deverá originar-se do capital privado, porém reforçada por montantes mais modestos do dinheiro público.

Do setor pesqueiro ao imobiliário – Dez setores fundamentais para a Economia Verde

Os dez setores identificados no relatório como fundamentais para tornar a economia global mais verde são: agricultura, construção, abastecimento de energia, pesca, silvicultura, indústria, turismo, transportes, manejo de resíduos e água.

Dos 2% do PIB propostos no relatório, os montantes investidos para o esverdeamento por setor seriam:

  • 108 bilhões de dólares para a agricultura, incluindo as pequenas explorações;

  • 134 bilhões de dólares para o setor imobiliário, por meio da melhoria da eficiência energética;

  • Mais de 360 bilhões de dólares para o abastecimento de energia;

  • Quase 110 bilhões de dólares para a pesca, incluindo a redução de capacidade das frotas mundiais;

  • 15 bilhões de dólares para a silvicultura, o que ajudaria também no combate às alterações climáticas;

  • Mais de 75 bilhões de dólares para a indústria, incluindo a de produtos manufaturados;

  • Quase 135 bilhões de dólares para o setor de turismo.

  • Mais de 190 bilhões de dólares para os transportes.

  • Quase 110 bilhões de dólares para a gestão de resíduos, incluindo a reciclagem.

  • Um montante semelhante para o setor da água, incluindo questões de saneamento.

Alguns destaques setoriais:

Agricultura

Uma Economia Verde investiria entre 100 e 300 bilhões de dólares por ano, até 2050, na agricultura, a fim de alimentar nove bilhões de pessoas e, ao mesmo tempo, promover uma melhor gestão da fertilidade dos solos e uma utilização sustentável da água para o aperfeiçoamento da gestão biológica de plantas.

  • Há cenários que indicam um crescimento de 10% nas produções globais dos principais produtos agrícolas, com base nas atuais estratégias de investimento.

  • Isso é equivalente a elevar e manter os níveis de nutrição em 2.800-3.000 quilocalorias por pessoa até 2030.

  • O desperdício global de alimentos traduz-se em 2.600 quilocalorias diárias por pessoa; por esse motivo, a transição para uma Economia Verde deve abordar esses desafios, que estão ligados a vários dos setores em questão.

Construção

O setor imobiliário é o que mais contribui para as emissão global de gases de efeito estufa, com um terço da utilização global de energia por escritórios e habitações.

O setor da construção é responsável por mais de um terço do consumo global de recursos, incluindo 12% do uso de água doce.

Com base no IPCC, estima-se que, caso a situação atual não se altere, a pegada climática do setor imobiliário vai duplicar para 15,6 bilhões de toneladas de dióxido de carbono até 2030 ou 30% do CO2 total relacionado à energia.

  • Uma combinação entre a aplicação das tecnologias existentes e o crescimento de abastecimento de energias renováveis no contexto dos cenários de Economia Verde poderia reduzir drasticamente as emissões, com uma poupança igual a 35 dólares por tonelada de CO2.

  • Com as políticas governamentais corretas, poderiam ser obtidas, a nível mundial, poupanças de energia de um terço nos edifícios urbanos até 2050, com um investimento anual de 300 bilhões até um trilhão de dólares.

Pesca

Subsídios estimados em cerca de 27 bilhões de dólares por ano geraram uma capacidade de pesca duas vezes maior que a capacidade dos peixes de se reproduzirem.

O relatório sugere que o investimento na gestão fortalecida das pescas, incluindo a criação de áreas marinhas protegidas e a desativação e redução da capacidade das frotas, bem como treinamento, pode recuperar os recursos pesqueiros do planeta.

  • Um investimento sustentado por medidas políticas resultaria em um aumento das capturas das atuais 80 milhões de toneladas para 90 milhões de toneladas em 2050, embora se registraria uma queda entre o momento atual e 2020.

“Estima-se que o valor atual dos benefícios de tornar mais verde o setor pesqueiro seja de três a cinco vezes o investimento necessário”, diz o relatório.

  • As perdas de empregos a curto e médio prazo podem ser minimizadas concentrando os cortes em um pequeno número de empresas pesqueiras de grande dimensão e não nas pequenas frotas artesanais.

  • Prevê-se que o número de empregos no setor pesqueiro volte a aumentar em 2050 à medida que as reservas esgotadas se recuperem.

Silvicultura

As florestas geram bens e serviços, que proporcionam os meios de subsistência econômica de mais de um bilhão de pessoas, reciclam nutrientes vitais para a agricultura e oferecem refúgio a 80% das espécies terrestres.

O desflorestamento é atualmente responsável por quase 20% das emissões mundiais de gases de efeito estufa.

“Por esse motivo, a redução do desflorestamento pode ser um bom investimento: por si só, o lucro proveniente da regulação climática consequente da redução pela metade do desflorestamento global seria três vezes maior que o custo”, diz o estudo.

O relatório analisa a contribuição que um investimento de 15 bilhões de dólares por ano – ou 0,03% do PIB global – pode significar para tornar mais verde este setor, incluindo o lançamento de maiores investimentos no mecanismo de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD).

Tais investimentos também podem ajudar a aumentar a dimensão de mecanismos de mercado já testados, incluindo a madeira certificada, a certificação dos produtos da floresta tropical, o pagamento a favor dos ecossistemas e as parcerias baseadas nas comunidades.

  • Ao longo do período de 2011 a 2050, o investimento anual de 15 bilhões de dólares, ou 0,03% do PIB, aumentaria o valor acrescentado à indústria florestal em mais de 20% em relação aos padrões atuais.

  • O relatório sugere que a transição para uma Economia Verde aumentaria as terras florestadas (atualmente com quase 4 bilhões de hectares) em mais de 3% até 2020, 8% até 2030 e mais de 20% até 2050, em relação à situação existente.

A priorização de tais recomendações seria uma importante contribuição para 2011, o Ano Internacional das Florestas da ONU.

Transportes

Os custos ambientais e sociais dos transportes em termos de poluição do ar, acidentes e congestionamento do tráfego podem custar, atualmente, cerca de 10% do PIB de um país ou região. As políticas para tornar mais verde o setor dos transportes abrangem desde o fomento à utilização de transportes públicos e não motorizados até as que promovem a eficiência de combustíveis e veículos menos poluentes.

Na Europa, as análises indicam que os investimentos em transportes públicos rendem benefícios econômicos regionais superiores ao dobro do seu custo.

A redução do teor de enxofre dos combustíveis para transportes na África Subsaariana pode levar à economia de quase um bilhão de dólares por ano em custos de saúde e afins.

  • O investimento anual de 0,34% do PIB global até 2050 no setor de transportes pode reduzir a utilização de petróleo em 80% em relação à situação atual – elevando a taxa de emprego em 6%, sobretudo na expansão dos transportes públicos.

Resíduos

Prevê-se que o mundo gerará 13 bilhões de toneladas de resíduos municipais e outros até 2050; atualmente, apenas 25% de todos os resíduos são recuperados ou reciclados.

  • Um investimento de 108 bilhões de dólares por ano no “esverdeamento” do setor de resíduos pode conduzir à reciclagem plena de resíduos eletrônicos, em contraste com o atual nível de 15%.

  • Tal investimento poderia impulsionar a triplicação da reciclagem global de resíduos até 2050 e o corte de mais de 85% nos montantes destinados a aterros sanitários em comparação com o cenário atual.

  • Entre 20% e 30% das emissões de gases de efeito estufa relacionadas ao metano poderiam ser reduzidas até 2030 se poupanças financeiras associadas forem realizadas.

A prevenção e o manejo de resíduos também permanecem como um grande desafio para a fabricação de produtos, onde abordagens como a renovação da produção e da concepção dos produtos e processos pode desempenhar um papel importante na redução de resíduos e na utilização de recursos.

  • Se a vida útil de todos os produtos fabricados fosse ampliada em 10%, por exemplo, o volume de recursos extraídos poderia registar um corte semelhante.

  • A reciclagem de calor residual por meio de instalações de produção combinada de calor e eletricidade (CHP, na sigla em inglês) apresenta um elevado potencial para o uso eficiente de energia. A indústria de papel e celulose possui instalações de CHP que permitem uma economia superior a 30% no uso de energia primária.

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-A íntegra do relatório Rumo a uma Economia Verde: Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável e a Erradicação da Pobreza – Síntese para Tomadores de Decisão e os capítulos completos da versão preliminar, estão disponíveis para download no endereço: www.unep.org e www.unep.org/greeneconomy.

-O site também apresentará uma compilação de estudos de casos em Economia Verde de países e regiões de todo o mundo.

-Para acessar material em português, www.pnuma.org.br e www.twitter.com/PNUMABrasil

-A 26ª sessão do Fórum de Ministros do Meio Ambiente/Conselho de Administração do PNUMA pode ser consultada em: http://www.unep.org/gc/gc26/

-A página web da Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável 2012 (ou Rio+20) é: http://www.uncsd2012.org/

-Para informações sobre o Ano Internacional das Florestas 2011:

www.un.org/en/events/iyof2011/

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Economia Verde e Inclusiva na Rio + 20

Em maio de 2012, a cidade do Rio de Janeiro volta a sediar uma Conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável, desta vez, a denominada: Rio + 20. O tema é: “Economia verde, desenvolvimento sustentável e erradicação da pobreza”.

Vinte anos após a Rio/92 – ou Cúpula da Terra – está cada vez mais claro que os recursos do planeta são limitados e algumas fontes de vida estão se esgotando ou se reduzindo de forma dramática, como as áreas férteis de terra, a água potável, a capacidade de pesca, etc. O aquecimento global tem provocado mudanças climáticas que elevam o nível dos oceanos, ameaçando diversos países e cidades litorâneas, além de aumentar a acidez dos mares e lagos. A população mundial deve ultrapassar sete bilhões de habitantes em 2011, com um padrão de produção e consumo que é ecologicamente insustentável. A exploração de recusos naturais, a poluição e a devastação ambiental têm comprometido a capacidade de regeneração do planeta e provocado a extinção de inúmeras espécies animais e vegetais.

Em termos sociais, os benefícios do crescimento econômico não são divididos eqüitativamente, nem entre as nações e nem internamente aos países. Embora exista um esforço para atingir as metas estabelecidas nos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio, a pobreza, a ignorância, a violência e a injustiça social ainda são uma realidade na maioria dos países do mundo. Cresce a consciência de que as desigualdades sociais e a sobrecarga do sistema ecológico deve ser evitadas, mesmo não sendo tarefas fáceis.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Demandas ambientais levam tecnologia à indústria do cimento

Indústria investe cada vez mais em produtos menos impactantes e influencia positivamente em toda a cadeia da construção civil.

Por: Altair Santos

A indústria cimenteira do Brasil é uma das menos poluentes do mundo. Seja pelo uso de energia limpa, seja pela forma como extrai os componentes para a produção de cimento e seus derivados, ela emite bem menos CO2 se comparada a outros países. Isso não significa que não haja investimento em pesquisa para amenizar o impacto ambiental causado pelo setor. Pelo contrário, segundo o professor e pesquisador da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), Vanderley Moacyr John, a indústria cimenteira é atualmente uma das áreas mais atentas à busca de avanços tecnológicos para se adequar às demandas ambientais.

Vanderley Moacyr Jonh

Na opinião do especialista, a mobilização da indústria cimenteira em direção às questões ambientais tem influenciado positivamente toda a construção civil. A começar pelo investimento em tecnologia do concreto. “Certamente, a próxima fronteira é a transformação do que chamamos de agregados, que hoje são produtos muito rudimentares, em um produto industrial mais sofisticado, com grande controle de forma, distribuição granulométrica, entre outros. É muito provável que o tamanho máximo dos agregados fique abaixo de 6mm nos próximos anos e que o número de faixas granulométricas se multiplique permitindo um maior controle reológico e economia de ligantes”, explica o professor.

Vanderley Moacyr John lembra que hoje a tecnologia do concreto está cada vez mais avançada. “Em boa parte do mundo não se faz mais concreto misturado em obra. Geralmente se usam os aditivos dispersantes ou plastificantes, que além das razões econômicas, podem reduzir o custo e trazer grandes benefícios ambientais. Atualmente, o concreto definido como mistura de clínquer, um pouco de sulfato, areia, brita e água é quase considerado um crime ambiental”, conta John. Ainda de acordo com o especialista, essa guinada tecnológica se deve muito à produção de cimentos mais sofisticados.

Os “cimentos genéricos”, analisa o professor da USP, estão fadados à extinção. “Eles vão perder espaço para cimentos que incorporarão aditivos dispersantes, fibras e teores variáveis de fíler com granulometria controlada. Para o futuro, certamente serão desenvolvidas soluções customizadas para nichos de mercado, com alto valor agregado”, revela Vanderley Moacyr John, acreditando que daqui a 10 anos até a nanotecnologia já estará fazendo parte da produção de cimento. “Em uma década ela será uma ferramenta poderosa para desenvolver novas soluções e otimizar os produtos”. completa.

Uma aplicação interessante já comercializada, ligado a nanopartículas, é a produção de concreto autolimpantecom partículas de Anatásio (TiO2). “Imagino que no futuro será possível deixar uma superfície de concreto aparente sem se preocupar com limpeza periódica”, afirma o especialista. Ele alerta, porém, que no Brasil os estudos sobre o uso de nanofibras de carbono em cimento ainda estão começando. A única pesquisa neste sentido está em desenvolvimento na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), mas com pouca divulgação. “Existe o temor de que as nanofibras tenham riscos similares aos observados com o amianto. Por isso, as pesquisas ainda se desenvolvem sob sigilo”, revela Vanderley Moacyr John, convicto de que a tecnologia do cimento causará grandes transformações na construção civil.


fonte: cimento itambé

ONU convida ministra brasileira a integrar painel sobre sustentabilidade global

Painel é focado na discussão de oportunidades e desafios do desenvolvimento sustentável

A ministra brasileira do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, passará a integrar um painel de alto nível das Nações Unidas sobre sustentabilidade global. O convite foi feito pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

Criado em agosto de 2010, o painel é focado na discussão de oportunidades e desafios do desenvolvimento sustentável. Ele reúne personalidades renomadas mundialmente para formular um novo projeto de desenvolvimento para o Planeta.

Reconhecendo que as alterações climáticas, a escassez de água, a perda da biodiversidade, a destruição de ecossistemas e as mudanças nos padrões demográficos e de consumo exigem novas abordagens para garantir o alcance dos Objetivos do Milênio, o painel pretende explorar abordagens para a construção de uma economia "verde", de baixo carbono, capaz de erradicar a pobreza e garantir vida digna para todos.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

ECONOMIA VERDE

Desenvolvimento, Meio Ambiente e Qualidade de Vida no Estado de São Paulo


A 1ª Bolsa Internacional de Negócios da Economia Verde aconteceu em São Paulo dos dias 30 de novembro a 03 de dezembro de 2010 reunindo mais de 1.300 participantes, em sua maioria, gestores de entidades públicas e privadas.

A Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo idealizou a Bolsa Internacional de Negócios da Economia Verde – BINEV com o objetivo de apresentar uma proposta de desenvolvimento que busca instituir novos vetores de crescimento econômico, novas fontes de empregabilidade e soluções consistentes para a melhoria da qualidade ambiental.

Durante quatro dias, foram reunidos representantes do Governo do Estado de São Paulo, investidores, empresários, empreendedores, instituições representativas, organizações não governamentais, universidades e representantes da sociedade civil do Brasil e do mundo para apresentar iniciativas nacionais e internacionais ligadas à Economia Verde.

O Estado de São Paulo tem como meta reduzir em 20% suas emissões de gases de efeito estufa até o ano de 2020, o que está estabelecido na Política Estadual de Mudanças Climáticas. Nesse novo cenário a migração para uma economia de baixo carbono se tornou fundamental como estratégia para o futuro.

A partir dos elementos que foram tratados no evento 1ª BINEV e nos dados até então conhecidos a respeito das mudanças e possibilidades para a migração para uma Economia Verde, foi lançado pelo Governo do Estado de São Paulo uma publicação intitulada Economia Verde: desenvolvimento, meio ambiente e qualidade de vida no Estado de São Paulo. O livro trata dos elementos essenciais para essa nova forma de pensar a economia. Os capítulos tratam das Energias renováveis, seus mercados e o panorama para o Estado de São Paulo, as novas tecnologias verdes, o transporte sustentável, a construção civil sustentável com seus panoramas, a questão da eficiência energética e geração de emprego e renda, a reciclagem dos materiais da construção civil, o saneamento básico, o uso racional de água, a agricultura, o turismo e seu desenvolvimento de forma sustentável, os serviços ambientais e demais instrumentos econômicos, os indicadores e por fim a construção de uma agenda que possa estabelecer metas para o Estado.

Quem quiser ler o conteúdo deste material na integra pode fazer o download através do site da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo no item economia verde ou click aqui para ser direcionado ao site.